Postagens

Mostrando postagens de junho, 2026

Testemunhas Confirmam Envolvimento de Hildebrando na Morte de Policial

  Rio Branco, 13 (AE) - Oito testemunhas ouvidas hoje pela Justiça Federal confirmaram que o ex-deputado Hildebrando Pascoal e mais quatro acusados planejaram e executaram o assassinato do policial civil Walter José Ayala, segundo informou hoje o procurador da República José Roberto Santoro. Os depoimentos, nos quais as testemunhas ratificaram as declar ações prestadas à Polícia Federal (PF) e à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico , foram prestados na presen ça de todos os réus - uma exigência legal, na fase inicial do processo. Ayala foi assassinado com um tiro à queima-roupa quando estava dentro de um ônibus em 12 de setembro de 1997, supost amente porque era testemunha e ia depor na Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana do Minist ério da Justiça na apuração das atividades do grupo de extermínio que agia no Estado. Além de Hildebrando, foram acusados o sargento da PM Alex Fernandes de Barros, o pistoleiro Raimundo Alves da Silva, o Raimundinho, o so...

Quadrilha composta por policiais civis e militares é suspeita da morte de 30 pessoas nos últimos dez anos PF investiga crime grupo de extermínio no AC

 Por Rubens Valente A Polícia Federal do Acre investiga a atuação de grupos de extermínio formados por policiais civis, militares e informantes, suspeitos de envolvimento ou participação direta no assassinato de pelo menos 30 pessoas no Estado nos últimos dez anos. Outros 80 homicídios não esclarecidos também estão tendo a investigação inicial reexaminada. O trabalho da PF ganhou características de intervenção federal nas polícias do Acre depois que crimes bárbaros -como a amputação de braços e pernas de um homem, ainda vivo, com uma motosserra- foram arquivados como de "autoria desconhecida". Os crimes, segundo uma subcomissão criada pelo Ministério da Justiça, têm, quase sempre, duas marcas: "queima de arquivo" e disputa por pontos de drogas. A subcomissão é composta por representantes da PF, do Ministério Público Federal e Estadual e da Polícia Militar. De outubro de 97 até a semana passada, foram ouvidas 48 pessoas. De 12 delas, entre policiais e políticos, a co...

Testemunhas de acusação depõem no julgamento de Hildebrando

  Mais duas testemunhas de acusação depuseram ontem, no sexto dia do julgamento do ex-deputado Hildebrando Pascoal na Justiça Federal. Hildebrando e outros três acusados pelo assassinato do policial civil Walter José Ayala, em 1997, já foram ouvidos pela Justiça. O policial era uma das principais testemunhas da investigação sobre a atuação de um esquadrão da morte no Acre, em que o ex-deputado federal é suspeito de ser o chefe. Ontem, começou o depoimento do policial militar Sebastião Uchôa, uma das testemunhas de acusação. O júri deverá ouvir a conclusão de seu depoimento na manhã de hoje. Outra testemunha também será ouvida. Ameaça Sexta-feira, o desembargador do Tribunal de Justiça do Acre e atual ouvidor agrário nacional Gercino Filho declarou já ter recebido ameaça de morte do irmão do ex-deputado, Sete Pascoal. O desembargador declarou que a ameaça de morte ocorreu durante visita de Sete Pascoal em seu gabinete, no dia 04 de setembro de 1999. Neste dia, o irmão de Hildebrando...

Hildebrando é condenado a 25 anos

  Por: Vasconcelo Quadros, 16 de março de 2005 - SP Ex-deputado, que já cumpre 37 anos de prisão por outros crimes, foi considerado culpado por homicídio de um policial do Acre BRASÍLIA - O ex-deputado Hildebrando Pascoal foi condenado ontem a 25 anos e seis meses de reclusão, em regime fechado, como mandante do assassinato do policial Walter José Ayala, morto em Rio Branco, no Acre, em setembro de 1997, na véspera de um suposto depoimento que prestaria a um organismo de direitos humanos do Acre. Hildebrando já cumpre 37 anos de prisão por tráfico de drogas e crime eleitoral. Ele está preso desde que foi cassado, em 1999. Essa foi sua primeira condenação por homicídios supostamente praticados pelo esquadrão que o ex-deputado é acusado de chefiar. A juíza Maria de Fátima da Costa, da 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília, ao ler a sentença, afirmou que o ex-deputado "tem personalidade voltada para o crime, é audacioso, despreza a vida humana e, ao chefiar um grupo que matava util...