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Testemunhas Confirmam Envolvimento de Hildebrando na Morte de Policial

  Rio Branco, 13 (AE) - Oito testemunhas ouvidas hoje pela Justiça Federal confirmaram que o ex-deputado Hildebrando Pascoal e mais quatro acusados planejaram e executaram o assassinato do policial civil Walter José Ayala, segundo informou hoje o procurador da República José Roberto Santoro. Os depoimentos, nos quais as testemunhas ratificaram as declar ações prestadas à Polícia Federal (PF) e à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico , foram prestados na presen ça de todos os réus - uma exigência legal, na fase inicial do processo. Ayala foi assassinado com um tiro à queima-roupa quando estava dentro de um ônibus em 12 de setembro de 1997, supost amente porque era testemunha e ia depor na Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana do Minist ério da Justiça na apuração das atividades do grupo de extermínio que agia no Estado. Além de Hildebrando, foram acusados o sargento da PM Alex Fernandes de Barros, o pistoleiro Raimundo Alves da Silva, o Raimundinho, o so...

Quadrilha composta por policiais civis e militares é suspeita da morte de 30 pessoas nos últimos dez anos PF investiga crime grupo de extermínio no AC

 Por Rubens Valente A Polícia Federal do Acre investiga a atuação de grupos de extermínio formados por policiais civis, militares e informantes, suspeitos de envolvimento ou participação direta no assassinato de pelo menos 30 pessoas no Estado nos últimos dez anos. Outros 80 homicídios não esclarecidos também estão tendo a investigação inicial reexaminada. O trabalho da PF ganhou características de intervenção federal nas polícias do Acre depois que crimes bárbaros -como a amputação de braços e pernas de um homem, ainda vivo, com uma motosserra- foram arquivados como de "autoria desconhecida". Os crimes, segundo uma subcomissão criada pelo Ministério da Justiça, têm, quase sempre, duas marcas: "queima de arquivo" e disputa por pontos de drogas. A subcomissão é composta por representantes da PF, do Ministério Público Federal e Estadual e da Polícia Militar. De outubro de 97 até a semana passada, foram ouvidas 48 pessoas. De 12 delas, entre policiais e políticos, a co...

Testemunhas de acusação depõem no julgamento de Hildebrando

  Mais duas testemunhas de acusação depuseram ontem, no sexto dia do julgamento do ex-deputado Hildebrando Pascoal na Justiça Federal. Hildebrando e outros três acusados pelo assassinato do policial civil Walter José Ayala, em 1997, já foram ouvidos pela Justiça. O policial era uma das principais testemunhas da investigação sobre a atuação de um esquadrão da morte no Acre, em que o ex-deputado federal é suspeito de ser o chefe. Ontem, começou o depoimento do policial militar Sebastião Uchôa, uma das testemunhas de acusação. O júri deverá ouvir a conclusão de seu depoimento na manhã de hoje. Outra testemunha também será ouvida. Ameaça Sexta-feira, o desembargador do Tribunal de Justiça do Acre e atual ouvidor agrário nacional Gercino Filho declarou já ter recebido ameaça de morte do irmão do ex-deputado, Sete Pascoal. O desembargador declarou que a ameaça de morte ocorreu durante visita de Sete Pascoal em seu gabinete, no dia 04 de setembro de 1999. Neste dia, o irmão de Hildebrando...

Hildebrando é condenado a 25 anos

  Por: Vasconcelo Quadros, 16 de março de 2005 - SP Ex-deputado, que já cumpre 37 anos de prisão por outros crimes, foi considerado culpado por homicídio de um policial do Acre BRASÍLIA - O ex-deputado Hildebrando Pascoal foi condenado ontem a 25 anos e seis meses de reclusão, em regime fechado, como mandante do assassinato do policial Walter José Ayala, morto em Rio Branco, no Acre, em setembro de 1997, na véspera de um suposto depoimento que prestaria a um organismo de direitos humanos do Acre. Hildebrando já cumpre 37 anos de prisão por tráfico de drogas e crime eleitoral. Ele está preso desde que foi cassado, em 1999. Essa foi sua primeira condenação por homicídios supostamente praticados pelo esquadrão que o ex-deputado é acusado de chefiar. A juíza Maria de Fátima da Costa, da 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília, ao ler a sentença, afirmou que o ex-deputado "tem personalidade voltada para o crime, é audacioso, despreza a vida humana e, ao chefiar um grupo que matava util...

Açougueiro Depõe Sobre a Morte de Walter José Ayala

ABNOR GONDIM | enviado especial a Rio Branco São Paulo, Domingo, 26 de Dezembro de 1999 Testemunha convocada pelo Ministério Público Federal reforçou a suspeita que o policial civil Walter José Ayala foi morto em Rio Branco, em 1997, como "queima de arquivo" pelo suposto grupo de extermínio comandado pelo ex-deputado Hildebrando Pascoal. O açougueiro José Lourival de Melo França disse ao juiz Pedro Francisco da Silva que viu o segurança Raimundo Alves de Oliveira, o Raimundinho, matar o policial a tiros dentro de um ônibus. Raimundinho seria um dos matadores do grupo do ex-deputado. "O senhor sabe identificar quem disparou contra a vítima?", perguntou o juiz à testemunha em sessão reservada realizada no último dia 16 com a presença de 8 dos 41 acusados de integrar a suposta quadrilha. "Foi aquele", respondeu França na direção de Raimundinho, sem hesitação. O Ministério da Justiça incluiu o açougueiro, sua mulher e três filhos no programa de proteção a test...

Memorial a Walter José Ayala: O Eco da Justiça no Chão Acreano

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"Há homens que moldam a história no silêncio de suas ações, cuja bravura não busca os holofotes, mas a retidão. Walter José Ayala foi um desses homens: um herói cujo nome está gravado no livro da verdadeira justiça humana." ─── I. Origens e o Batismo do Destino ─── Nascido em 25 de abril de 1950 , em Porto Velho, Rondônia, Walter carregava no sangue a força da resiliência boliviana. Filho de Claudina Ayala — natural de Santa Cruz de la Sierra e descendente de espanhóis — e de Júlio, a família cruzou a fronteira em direção ao Brasil pela região de Guajará-Mirim na década de 1950, movida pela eterna busca por dignidade e novas oportunidades. A infância, contudo, cobrou um preço precoce e avassalador. Antes mesmo de completar cinco anos, na cidade fronteiriça de Brasiléia, no Acre, Walter e suas irmãs viram-se órfãos. A mãe, Claudina, partiu de forma abrupta; o pai, Júlio, foi tragicamente vitimado pela queda de uma árvore durante a travessia de uma ponte. A fatalidade desfez ...